
Sou aversa à equações, fórmulas e respostas certas. Não gosto de nada definido. Certezas não me calam. Talvez, - por ser uma eterna questionadora e reverenciar o que não se explica - eu deva admitir, com respeito; sempre me atraiu o conceito do caos. Não me entendam mal, por favor. A palavra por si só já me traz simpatia: "caos" era usada pelos gregos como sinônimo de fenda ou espaço infinito. A simples idéia me encanta. E não é só por isso. A teoria confirma a natural instabilidade do mundo (e de nós mesmos): há ordem na desordem e desordem na ordem. Viu só? Para mim nada pode ser tão real. Previsões falham. Resultados nos surpreendem. Contradições surgem. Fatos nos tiram do prumo quanto tudo parece estar "na mais perfeita ordem". O contrário também acontece (e eu agradeço, feliz, pela não-lineariedade do mundo!). Li uma vez que o simples bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do planeta. Já avaliaram isso? Ah, não sei não. Não entendo nada de física, nem de escalas temporais. Minha história é outra. Acredito que uma pequena escolha na vida pode mudar muita coisa lá na frente. A dimensão de tal fato? Não sei medir. Mas, por via das dúvidas, me asseguro; acalmo as borboletas que voam na minha barriga e exijo-lhes ordem. Afinal, nunca se sabe o temporal que somos capazes de criar.
(Autor desconhecido)
O caos? Ele é simplesmente apaixonante para aqueles que o controle e a precisão representam o não viver. A verdade que o que difere os homens dos animais não é exatamente a racionalidade e sim o modo caótico como vivemos. Pode parecer contraditório, mas a racionalidade é que nos leva a vivermos fora de padrões, a ação por instinto dos animais faz com que nada seja realmente único, enquanto nós ao decidirmos algo mudamos o destino a cada segundo deixando possibilidades e previsões para trás. A verdade é que o caos e as tempestades somente podem ser apreciadas pela a imprecisão de nossos pensamentos, caminhamos a beira do abismo e eu peço uma passo a mais! Me empurrem! Deixem que eu me jogo!No final das contas eu adoro voar...
ResponderExcluirEu me vi escrevendo esse seu texto, desde que tinha 12 anos eu refletia sobre o caos sem ao menos ter ouvido falar de outros pensadores, fui influenciado pela palavra em si, por seu significado que encontrei no dicionário, CAOS, uma palavra que guiava minhas filosofias e hoje ainda me encanta ver que nem sempre estamos certos, as vezes nada é previsível e tudo pode mudar grandemente com um simples bater de asas. Adorei esse post, pois ele falou tudo que eu gostaria de dizer...
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