
Sou aversa à equações, fórmulas e respostas certas. Não gosto de nada definido. Certezas não me calam. Talvez, - por ser uma eterna questionadora e reverenciar o que não se explica - eu deva admitir, com respeito; sempre me atraiu o conceito do caos. Não me entendam mal, por favor. A palavra por si só já me traz simpatia: "caos" era usada pelos gregos como sinônimo de fenda ou espaço infinito. A simples idéia me encanta. E não é só por isso. A teoria confirma a natural instabilidade do mundo (e de nós mesmos): há ordem na desordem e desordem na ordem. Viu só? Para mim nada pode ser tão real. Previsões falham. Resultados nos surpreendem. Contradições surgem. Fatos nos tiram do prumo quanto tudo parece estar "na mais perfeita ordem". O contrário também acontece (e eu agradeço, feliz, pela não-lineariedade do mundo!). Li uma vez que o simples bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do planeta. Já avaliaram isso? Ah, não sei não. Não entendo nada de física, nem de escalas temporais. Minha história é outra. Acredito que uma pequena escolha na vida pode mudar muita coisa lá na frente. A dimensão de tal fato? Não sei medir. Mas, por via das dúvidas, me asseguro; acalmo as borboletas que voam na minha barriga e exijo-lhes ordem. Afinal, nunca se sabe o temporal que somos capazes de criar.
(Autor desconhecido)